Às vezes me parece esta vida ser apenas imaginação... não se tem certeza de nada, tudo fruto de nosso cérebro, se é que ele existe! Eu nunca vi. Quem vai saber se ele se apenas se materializa em contato com o a poluição da vida aqui de fora. Não pensem que eu só acredito no que vejo, eu sinto também, ou pelo menos sinto que sinto.
Faço essas observações ( que parecem sem sentido) pois Eles me perseguem. Estão por toda parte: de manhã no meio da manteiga do pão; no trinco da porta; dentro de apostilas; no céu azul; nos beijos azuis; nos espelhos; nos meus cabelos.... Eles.... os Pensamentos.... e NÃO ADIANTA CORRER, FUGIR... Eles me excitam o dia inteiro, tentando criar realidades paralelas ou intercruzantes. Estão dentro de mim.
Tem dia que apenas um ou dois, que fica sob meu controle... já em outros Eles vem em bandos e me confundem, me embaraçam. E não sei mais o q é de verdade. A imaginação me conquista. E beija. E me prende.
Isso às vezes é dor. Fina barreira entre choro e riso.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Ainda hoje
Dignidade. Ainda hoje procurarei no dicionário.
Ainda hoje.
Ainda hoje procurarei um emprego talvez, ou me tornarei virgem sem causa. Ou ainda irei me ajoelhar no milho. Quem é digno sofre. Dizem. O Aurélio não me diz nada...
Ninguém me diz nada. Talvez isso seja apenas para os dignos ouvirem.
Ainda hoje procurarei no dicionário. Respeito.
Ainda hoje.
Dormirei cedo, talvez mande queimar os bandidos... limpeza. Ainda hoje farei um curso de administração e informática. Ainda hoje serei fiel. Ao respeito, esse tal de digno.
E o Aurélio não me diz nada.. livro ingrato.
Ainda hoje.
Ainda hoje procurarei um emprego talvez, ou me tornarei virgem sem causa. Ou ainda irei me ajoelhar no milho. Quem é digno sofre. Dizem. O Aurélio não me diz nada...
Ninguém me diz nada. Talvez isso seja apenas para os dignos ouvirem.
Ainda hoje procurarei no dicionário. Respeito.
Ainda hoje.
Dormirei cedo, talvez mande queimar os bandidos... limpeza. Ainda hoje farei um curso de administração e informática. Ainda hoje serei fiel. Ao respeito, esse tal de digno.
E o Aurélio não me diz nada.. livro ingrato.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Desligamento
Enquanto escrevo
Alguém morre de frio.
Escrevo e alguém ri
de mim?
Me devaneio em pensamentos
e continua o dia
a vir depois da noite.
Minhas orelhas em fogo
Felicidade subjetiva
Buscada em pedaços tão concretos
Como massa de modelar
em maõs de crianças.
Alguém se lembra???
Alguém morre de frio.
Escrevo e alguém ri
de mim?
Me devaneio em pensamentos
e continua o dia
a vir depois da noite.
Minhas orelhas em fogo
Felicidade subjetiva
Buscada em pedaços tão concretos
Como massa de modelar
em maõs de crianças.
Alguém se lembra???
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Ilusão vital
Tudo calmo e sereno
Como um sonho infantil.
Um mundo de letras e doces
No quintal de giz .
Coquinhos na areia
mastigados com prazer
Granizos derretidos
antes de chegar ao chão
Sonhos e fantasias singelas
buscadas todas as manhãs
E enquanto perdidos estão
Eis que continuo acordado
escrito em 18/04/2008
Como um sonho infantil.
Um mundo de letras e doces
No quintal de giz .
Coquinhos na areia
mastigados com prazer
Granizos derretidos
antes de chegar ao chão
Sonhos e fantasias singelas
buscadas todas as manhãs
E enquanto perdidos estão
Eis que continuo acordado
escrito em 18/04/2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Chiclete azul
ENFRENTE AGORAO REENCONTRO COM SUA PRÓPRIA FACE.VIU COMO MUITAS VEZES ÉS INSUPORTÁVEL?
E agora? Você mesma não era tudo que vc queria?E aí.... que hipocrisia toda é essa?
Vamos!Por onde anda toda a sua compreensão e amor, toda a sua gratuidade!?? Vamos, onde está?!! Um beijo só dura enquanto esquenta a sua boca? Mas que merda de amor é esse?
O ser humano é naturalmente comercial, onde não existe dinheiro existe a troca.. os sentimentos são trocados por bem-estar... é essa a real serventia para todo romantismo existente?Para toda bodade existente? Para todo esse calor existente?
Você é mesmo o melhor de vc?
Ou então tudo não passa de uma ideologia barata, uma alternativa?
Sou igual a todo mundo. Dependente. Possessiva. Opaca. Pelo menos eu tento.Tento desembaçar esses vidros que me distorcem a visão.NÃO ADIANTA. O próprio vapor de minha respiração o embaça novamente... tampar o nariz talvez? E a boca?
Inerente. Natural. Será que estou ficando cética? será que não sei o que sei? Será que a única coisa que faço ´é perguntar?
É a covardia que não deixa escancarar-me diante dessas palavras tão mais fortes que eu.
Acho que vou mascar um chichete. Azul.
E agora? Você mesma não era tudo que vc queria?E aí.... que hipocrisia toda é essa?
Vamos!Por onde anda toda a sua compreensão e amor, toda a sua gratuidade!?? Vamos, onde está?!! Um beijo só dura enquanto esquenta a sua boca? Mas que merda de amor é esse?
O ser humano é naturalmente comercial, onde não existe dinheiro existe a troca.. os sentimentos são trocados por bem-estar... é essa a real serventia para todo romantismo existente?Para toda bodade existente? Para todo esse calor existente?
Você é mesmo o melhor de vc?
Ou então tudo não passa de uma ideologia barata, uma alternativa?
Sou igual a todo mundo. Dependente. Possessiva. Opaca. Pelo menos eu tento.Tento desembaçar esses vidros que me distorcem a visão.NÃO ADIANTA. O próprio vapor de minha respiração o embaça novamente... tampar o nariz talvez? E a boca?
Inerente. Natural. Será que estou ficando cética? será que não sei o que sei? Será que a única coisa que faço ´é perguntar?
É a covardia que não deixa escancarar-me diante dessas palavras tão mais fortes que eu.
Acho que vou mascar um chichete. Azul.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Segredo 2
Olhos:
Doces e caramelizados
Me levam da infância
até o mais ardente prazer
A cada cerrar, um segredo.
Labirintos que insisto em desvendar
Alice. No país das maravilhas
Boca:
Desenhada como um sorriso
Capaz de se refletir em mim
De sugar minhas forças
Mãos:
Duas?
Tão ágeis que nem sei!
A um simples toque - gravidade zero
A leveza da força capaz de me tocar a carne
de me tocar a alma.
Cabelos:
Enrolados.
Como os meus.
Nos meus.
Pelos meus.
Dançando...
num ritmo flamejante
Como uma labareda
Doces e caramelizados
Me levam da infância
até o mais ardente prazer
A cada cerrar, um segredo.
Labirintos que insisto em desvendar
Alice. No país das maravilhas
Boca:
Desenhada como um sorriso
Capaz de se refletir em mim
De sugar minhas forças
e renová-las
Como um coringa - ele sorri.Mãos:
Duas?
Tão ágeis que nem sei!
A um simples toque - gravidade zero
A leveza da força capaz de me tocar a carne
de me tocar a alma.
Cabelos:
Enrolados.
Como os meus.
Nos meus.
Pelos meus.
Dançando...
num ritmo flamejante
Como uma labareda
dentro de mim.
domingo, 3 de agosto de 2008
Aniversário
Um despertar com um beijo, um nascer do sol, um sorriso sincero, uma lembrança.
Já sei o que irá pensar: que essas coisas não devem ser só lembradas uma única vez no ano. Sinto muito, eu que não vou abrir mão de um pretexto para a felicidade.
Parte 1
Uma mesa de bar quadrada, que na nossa união arredondou-se. Drogas lícitas que em nossa união purificaram-se. Como um ritual a gente ri.
Não há velas a serem apagadas. Acendo-as e deixo que o fogo as consuma, que queimem e brilhem até o último instante - enquanto oxigênio for suficiente (nunca é). Como um ritual a gente chora - chuva - numa cidade nos últimos tempos tão seca.
Lágrimas, sáliva e cerveja numa mesa amarela.
Olhares, vozes e calores numa mesa redonda.
Parte 2
Bolo feito com carinho tomando sereno na janela. Será que posso dizer que o sereno é natural? Ou não mereço perdão?
01/08
Já sei o que irá pensar: que essas coisas não devem ser só lembradas uma única vez no ano. Sinto muito, eu que não vou abrir mão de um pretexto para a felicidade.
Parte 1
Uma mesa de bar quadrada, que na nossa união arredondou-se. Drogas lícitas que em nossa união purificaram-se. Como um ritual a gente ri.
Não há velas a serem apagadas. Acendo-as e deixo que o fogo as consuma, que queimem e brilhem até o último instante - enquanto oxigênio for suficiente (nunca é). Como um ritual a gente chora - chuva - numa cidade nos últimos tempos tão seca.
Lágrimas, sáliva e cerveja numa mesa amarela.
Olhares, vozes e calores numa mesa redonda.
Parte 2
Bolo feito com carinho tomando sereno na janela. Será que posso dizer que o sereno é natural? Ou não mereço perdão?
01/08
quinta-feira, 31 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
Silêncio
.Lá está
Em cada
canto que você não consegue ver
A fina
divisão entre uma palavra e outra
O seu
segredo
A sua
vergonha
A sua
face.
O piscar
sonoro. A pausa
Entrega
tudo sem o subterfúgio
das
palavras.
Ambígua é
A morfologia
dos gritos:
Palavras
estancadas,
silêncio
escancarado.
Silêncio
contido
palavras
escandalizadas.
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