segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Minúcia










Já era mais de meia-noite
quando seus pés caminhavam
- doloridos e desconfiados -
na ânsia de uma cama.

Enquanto isso,
outros pezinhos - de leve
a seguiam.

Rugas na testa pendiam
a controlar os olhos que ardiam
de sono em excesso
de luz.

Enquanto isso,
outros olhinhos - no escuro
Fosforeciam,
e com certa obstinação
àqueles amoleceriam.

Um roçar suave nos tornozelos
Estancou os seus passos
e ao olhar para o chão,
um ser vivo pedia um abraço.

(Aos poucos,
a olhar a lua que ria,
tornar-se-ia
ser vivo também.)

Num colapso da razão,
e com a ternura num crescente
arranhões pelo medo
de delicada penugem que se sente.

(Ignorou seu próprio banho
ao amar tal criatura
de odor tão estranho
- e achar tão bom! -)

À sua condição maternal
revelou-se anti-natural,
antes assim do que da mesma espécie
Animal.

Não era seu,
o leite a jorrar na tigela
- Mas era -
Dava-lhe, pois, longa vida

Ao longo de todas as sete.

Entre ronronares e minúcias
Escapou, deixando-lhe uma porção de astúcias.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oii...hj é meu aniversáriiioo!!!
To tão feliiz!!
A Thalita me ama!!!

Talitha Borges disse...

aqui naum é orkut!!!



ai ai hehehehe, mas tah perdoada....