terça-feira, 20 de abril de 2010

Poema de cristal

Pequeninos sapatos 
jo gad os
esquentando o chão suavemente
num sol colhido à noite
como um buquêt.


Sapatinhos 
quase
de cristal a latejar
nos olhos
quando do sonho acordar...


Agora ainda é possível
seguir seu rastro    o o
caminhada derretida...
de um solado quente.


A menina dorme
e sorri.


Toda ela flores.


Toda ela abóbora.

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