Descanso, mansamente
Sobre as bananeiras, e mais,
Deito-me sobre os cachos de bananas
Crescentes, repletas de dignidade,
Plenas de saúde e futuro.
Descanso sobre os cachos
De bananas, após trepar
Em seu flexível caule generoso,
Divino pseudo-fruto, sem mim,
E à procura da coragem, sem fim
Senti pulsar o seu coração!
Caiam sobre mim as pencas,
Que não há temor dos animais,
Não há bandeiras, o que há
É o respeito e recolhimento dos venenos,
Por isso,
Descanso mansamente,
Sobre a folha de bananeira-mãe,
Antes que erga-se a espada flamejante
Da colheita e da escolha.
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