Essa secura sob os sóis da alegria.
Há tempos sem chuvas no m'olhar.
Sem raios, que são a materialidade do acaso.
Sem trovões, que trazem a força que há no atraso.
Sem enchentes, as que vêm para testar os descrentes.
Não chega a ser tristeza
Essa secura áspera da (in)certeza.
(Publicado no livro "Coletânea de poemas", III Prêmio de Literatura, Editora Edufes, Espírito Santo, 2016)
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