domingo, 26 de agosto de 2012

Não chega a ser tristeza
Essa secura sob os sóis da alegria.

Há tempos sem chuvas no m'olhar.
Sem raios, que são a materialidade do acaso.
Sem trovões, que trazem a força que há no atraso.
Sem enchentes, as que vêm para testar os descrentes.

Não chega a ser tristeza
Essa secura áspera da (in)certeza.








(Publicado no livro "Coletânea de poemas",  III Prêmio de Literatura,  Editora Edufes, Espírito Santo, 2016)                   



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